• CANDIDATURAS INDEPENDENTES + LISTAS CÍVICAS

    Nossa visão sobre como é possível mexer no sistema para renovar a política, possibilitando candidaturas não ligadas a partidos políticos.

    O QUE SÃO CANDIDATURAS INDEPENDENTES

    Candidaturas independentes dizem respeito à possibilidade de cidadãos saírem candidatos a cargos eletivos sem estarem filiados a partidos.

     

    Elas ajudariam a abrir espaço para a oxigenação do sistema político com participação de pessoas que não se identificam com os partidos existentes, e também pressionam partidos a se tornarem mais democráticos e coerentes por tirar deles (e das cúpulas que os controlam) o monopólio da disputa eleitoral.

    O QUE SÃO

    LISTAS CÍVICAS

    As Listas Cívicas, quanto às eleições proporcionais, dizem respeito à possibilidade de diversos candidatos independentes se unirem em um projeto político sob uma mesma plataforma e concorrerem coletivamente, em uma mesma lista. Nesta possibilidade de composição, a lista cívica, que nada mais é do que a união de candidatos independentes, disputam juntos o quociente eleitoral, da mesma maneira que ocorre com todos os partidos e coligações: o resultado da divisão do número de votos válidos pelo número de cadeiras no legislativo, dará a quantidade de cadeiras que uma lista, ou partido, terão direito naquela legislatura.

    Como acredita a BANCADA ATIVISTA, a política é, por natureza, coletiva. As Listas Cívicas são um complemento crucial à ideia de candidaturas independentes por serem o que possibilita a construção de projetos verdadeiramente coletivos e representativos de grupos da sociedade, ao invés de abrir espaço somente para pessoas com maior visibilidade que decidem concorrer por conta própria, muitas vezes sem propostas ou planos bem elaborados.

    Uma pesquisa com 220 nações democráticas aponta que apenas 9,5% não apresentam a possibilidade de candidaturas independentes para nenhum cargo eletivo

    • Dos 220 países analisados, apenas 21 (9,5%) não apresentam a possibilidade de candidaturas independentes para nenhum cargo eletivo. Brasil está nesse grupo ao lado de Argentina, Uruguai, Suécia, Suriname, Cambodia, Israel, África do Sul, entre outros

    • 96 países (43,6%) apresentam a possibilidade de candidaturas independentes para qualquer cargo eletivo, entre eles Afeganistão, EUA, Bolívia, Suíça, Índia, México, Portugal e Venezuela

    • 73 países (33,2%) apresentam a possibilidade de candidaturas independentes apenas para cargos do legislativo, entre eles Austrália, Alemanha, Inglaterra, Japão, Kenya, Indonesia e Vietnam

    Fonte: ACE - The Electoral Knowledge Network