• CANDIDATURAS INDEPENDENTES + LISTAS CÍVICAS

    Mudar as regras do jogo para permitir candidaturas independentes e listas cívicas ajudaria a renovar a política,
    e também a construir partidos mais democráticos e coerentes

    O QUE SÃO CANDIDATURAS INDEPENDENTES

    Candidaturas independentes dizem respeito à possibilidade de cidadãos saírem candidatos a cargos eletivos sem estarem filiados a um partido. Elas ajudariam a abrir espaço para a oxigenação do sistema político com participação de pessoas que não se identificam com os partidos existentes, e também pressionam partidos a se tornarem mais democráticos e coerentes por tirar deles (e das cúpulas que os controlam) o monopólio da disputa eleitoral.

    O QUE SÃO LISTAS CÍVICAS

    Listas cívicas dizem respeito à possibilidade de diversos candidatos independentes se unirem em torno de um projeto político concorrerem coletivamente para cargos do poder legislativo, sendo parte de uma mesma lista de candidaturas. Esses candidatos disputam juntos o quociente eleitoral, da mesma maneira que já ocorre para partidos e coligações: a soma dos votos recebidos por uma lista é o que determinaria o número de cadeiras que membros dessa lista ganham na eleição. Listas cívicas são um complemento crucial à ideia de candidaturas independentes por possibilitarem a construção de projetos verdadeiramente coletivos e representativos de grupos da sociedade, ao invés de abrir espaço somente para pessoas com maior visibilidade que decidem concorrer por conta própria, muitas vezes sem propostas ou planos bem elaborados.

    CANDIDATURAS INDEPENDENTES PELO MUNDO

    De acordo com a Electoral Knowledge Network, apenas 9,5% dos 220 países analisados não apresentam a possibilidade de candidaturas independentes para nenhum cargo eletivo. Brasil está nesse grupo ao lado de Argentina, Uruguai, Suécia, Suriname, Cambodia, Israel, África do Sul, entre outros.